Imagina uma pessoa que adora comer e que por razões médicas muito fortes se vê obrigada a comer todos os alimentos sem sal e sem quaisquer temperos. Não é com uma pessoa dessas que me deves comparar, pois a comida parece-lhe insípida e desinteressante mas não tem um sabor repugnante. Ora, a minha vida actual tem um sabor repugnante, um sabor a coisa podre e nojenta. Compara-me antes a alguém que ingeriu sem querer alimentos deteriorados e que ao sentir o seu sabor azedo e amargo sentiu vómitos. Imagina também - se queres ter uma ideia do que é a minha vida actual - que essa pessoa, devido a uma circunstância qualquer, foi obrigada a conter os vómitos e a engolir os sucos nojentos que lhe subiram à boca juntamente com os bocados de comida estragada que já trincara.
