Li há tempos esta história algures na Internet e ontem recebi-a por email. Gostava de ser como o monge velho, mas a triste verdade é que sou como o monge jovem: ainda te trago comigo.
Há muito tempo, num país longínquo, dois monges puseram-se destemidamente a caminho de um mosteiro distante. Estava um belo dia de vento e chuva. Iam a pé, avançando lentamente por uma estrada de terra batida muito enlameada e cheia de poças de água.
A certa altura, viram uma mulher que queria atravessar a estrada mas que hesitava, pois percebia que ia sujar o seu bonito vestido comprido na lama. Um dos monges, o mais velho dos dois (tinha quarenta e tal anos, enquanto o outro andava pelos vinte e poucos), aproximou-se da mulher e, depois de a saudar com uma curta vénia e lhe pedir licença, ergueu-a no ar com gestos cuidadosos e respeitosos (evitou que o seu corpo tocasse no dela), e colocou-a do outro lado da estrada. Fez outra vénia, um pouco mais rasgada que a primeira, e assim que ela terminou as palavras de agradecimento retomou a caminhada, seguido de perto pelo outro monge.
Até ao momento em que encontraram a mulher, o monge mais novo tinha-se mostrado alegre e espirituoso, falando pelos cotovelos, mas agora ia calado e respondia com secos monossílabos às questões do companheiro. O seu ar era tão carrancudo que o silêncio se tornou mais sombrio e pesado que o céu, apesar deste ameaçar com uma tempestade. Horas depois, já mergulhados na escuridão da noite e quando o cansaço ameaçava transformar-se em dor, chegaram ao mosteiro. Rezaram e depois lavaram-se e comeram. O monge mais novo manteve sempre o seu silêncio irritado e ostensivo. Quando o seu companheiro já se preparava, com a tigela e a colher na mão, para se levantar é que, sem fitá-lo e com o olhar pregado no chão, finalmente falou:
- Fizeste mal em pegar naquela mulher ao colo. Porventura esqueceste que fizemos um voto de castidade?
O monge mais velho sentou outra vez o corpo meio erguido, pousou devagar a tigela e a colher na madeira velha da mesa e fitou o outro monge com um imperceptível sorriso nos lábios. Observou-lhe primeiro as mãos, morenas e grandes mas sem marcas de trabalho, e depois olhou para dentro dos seus olhos, que logo fugiram para o lado e depois para o chão. Se os monges daquele distante mosteiro não se tivessem já recolhido teriam encontrado doçura e não dureza ou amargura na voz do monge mais velho:
- Eu deixei a mulher na estrada, há horas atrás. Tu ainda a trazes contigo.

Chove no Mundo
ResponderEliminarO céu envolveu o verde com seu manto
Será que os Anjos andam a brincar com as nuvens
Ou é apenas um deus que verte seu pranto
Chove no Mar, água na água
A maresia ostenta um diadéma de sal azul
Uma bruma envolve o meu querer
Há um pronúncio de saudade vinda do sul
Bom carnaval
Doce beijo
Um muito obrigado pelo lindo comentario.
ResponderEliminarGostei muito desta historia (:
O aprendizado da vida é demorado e difícil.
ResponderEliminarAté mais.
Obrigada pelo comentário - efectivamente, é verdade.
ResponderEliminarDeveriam era ser feitos de presente :)*
A vida é linda!
ResponderEliminarNinguém é responsável por nossa felicidade, me refiro ao post de cima.
Quem se mata está em profunda depressão, está doente e precisa de ajuda.
Bjussssss
Na ação carregamos a pureza ou não da intenção !
ResponderEliminarGrande aprendizado.
Tenha uma linda noite, Vera.
Ah! pois as mulheres destroem lares e... mosteiros :-))
ResponderEliminarJá consegui tempo para adicionar este blog aos links do meu. boa semana
Bom dia Vera!
ResponderEliminarDeixou um pouco de ti no Braille da alma... Agradeço sua visita. Você chegou num momento mega especial! O meu cantinho fez um ano no domingo! Obrigada pelo brinde! Ah! Fique a vontade para pegar o lindo selo de lembrança desta celebração.
Você é ***VIP***!
Sigo-te!
Bjuxxx e xerooo na alma!
Gostei do blog.
ResponderEliminarOlá Vera
ResponderEliminarNos post iniciais não tens os comentários activados... ou então o problema é meu.
Gostei do teu blogue.
Obrigado pela tua visita. Volta sempre (eu virei cá de vez em quando).
Um beijo.
Obrigada pela visita ao olhardeperto!
ResponderEliminarVolta sempre, pois mesmo com os dias cinzentos, molhados e frios, aquele cantinho é para acolher quem por lá passar...
Beijinho terno!
Será uma metáfora aos casados? os que a mulher carregam e os que a mulher abandonam. :-)) bom domingo
ResponderEliminaré nisso que ando a apostar tambem.
ResponderEliminarGostei sinceramente muito do seu texto.
ResponderEliminarAproveito para agradecer ter passado pelo "PALAVRAS SEM JEITO", mas na verdade não lhe sei responder se a diversidade cultural é maior nas mulheres do que nos homens.
Fica o desafio para brevemente colocar um post sobre o tema.
obrigado.
http://palavrassemjeito.blogspot.com