Recebi esta história por email. Parece que circula pela Internet. É certamente genial, mas não sei bem se a entendo.
Numa noite fria e ventosa os habitantes de uma pequena aldeia estavam reunidos na Casa do Povo, a conversar e a beber chá quente e bolos. A certa altura, bateu à porta um desconhecido. Trazia as roupas rasgadas e sujas e era evidente que tinha muito frio e fome. Um vagabundo de mau aspecto, pensaram. Deixaram-no entrar e indicaram um canto onde se podia sentar. A seu pedido deixaram-no beber água, mas ninguém lhe ofereceu chá nem bolos.
A conversa continuou como se o desconhecido lá não estivesse. Agora imaginavam o que queriam ser, se pudessem escolher livremente e ser completamente donos do seu destino. Um queria ser rico. Outro queria viajar. Um outro queria simplesmente que o tempo voltasse para trás para pedir desculpa a uma pessoa que tinha magoado e que tinha entretanto morrido.
Continuaram a fazer a lista dos seus sonhos e desejos, até que alguém se lembrou do forasteiro, que estava sentado num canto escuro – ainda esfarrapado e esmagado pela fome e pelo frio. Uma mulher bonita e desdenhosa, enquanto acariciava os cabelos do filho adormecido ao colo, perguntou-lhe: "E tu, estrangeiro, se dependesse só de ti, quem querias ser?"
"Se pudesse de facto escolher – respondeu ele –, queria ser um homem que estivesse a viver a sua vida tranquilamente e que de repente fosse assaltado, agredido e perseguido durante muito tempo. Depois, quando estivesse no limite das minhas forças queria chegar a uma aldeia parecida à vossa, numa noite semelhante a esta."
A mulher que fizera a pergunta ficou calada, mas várias outras pessoas perguntaram, admiradas: "Mas o que ganharias tu como isso?"
O forasteiro, enquanto caminhava em direcção à porta, esboçou metade de um sorriso e respondeu:
"Uma camisa e um chá quente."
Quando saiu, ninguém o chamou nem seguiu.

Na verdade o homem tinha razão
ResponderEliminarmas não basta ter razão
A ideia com que fiquei é que o homem se retratou, contou o que lhe tinha acabado de acontecer, descreveu o modo como gostaria de ter sido recebido usando uma certa ironia, ... e ninguém o entendeu.
ResponderEliminarObrigada pela visita que fez ao meu/nosso cantinho.
Abracinho
Olá, Vera!
ResponderEliminarDei comigo a passear aqui no seu cantinho e aproveitei para ler esta história que merece de todos uma profunda reflexão!
O egoismo ainda é a "mãe" da maioria do ser humano!
Um beijinho,
Renato